# LCF Consulting — Dossiê integral em texto

> Versão textual integral e acessível para buscadores, agentes de IA e tecnologias assistivas. A reportagem canônica e seus gráficos originais permanecem em https://www.lcfconsulting.com.br/dossies/arena-interior-sp-bolsonarismo-financiamento-eleitoral-1964-2026/

- **Título:** Da Arena ao bolsonarismo: famílias políticas do interior de São Paulo ainda controlam a ALESP?
- **Autor:** Leandro Calado Ferreira — LCF Consulting
- **Publicação:** 18/10/2026
- **Escopo:** Estado de São Paulo, capital e municípios; pesquisa 1964–2026
- **Painel de doações:** https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/
- **Canônico:** https://www.lcfconsulting.com.br/dossies/arena-interior-sp-bolsonarismo-financiamento-eleitoral-1964-2026/
- **Documento original:** 11 gráficos SVG; 8 tabelas; todas as seções e referências preservadas no texto abaixo.
- **Observação:** descrições textuais dos diagramas são alternativas aos elementos gráficos, não substituem os dados apresentados nas tabelas.

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[LCF Consulting · Dossiês](/)
[Financiando o Brasil](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/)[ALESP 2026](/dossies/alesp-2026-94-deputados-eleitos/)[Eleições](/eleicoes-2026/)


Investigação documental · História política · Transparência eleitoral


# Da Arena ao bolsonarismo: famílias políticas do interior de São Paulo ainda controlam a ALESP?


Uma análise de 1964 a 2026 cruza nomes e genealogias, votação Arena/MDB, resultados de Bolsonaro na capital e no interior, e os financiadores declarados de campanhas paulistas em 2026.


18 de outubro de 2026 · Leandro Calado Ferreira · LCF Consulting · Histórico: 1964–2026 · Financeiro: corte 27/09/2026


[Consultar financiadores e candidaturas 2026 →](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/)[Ver o que é comprovado](#conclusoes)


Resposta resumida


## Há continuidade de redes políticas. Não há prova de uma transmissão linear do voto da Arena ao bolsonarismo.


Documentos mostram redes familiares e políticas que atravessaram décadas, algumas ligadas à antiga Arena e outras oriundas do MDB. O caso Costa Neto conecta uma família com origem na Arena, a direção atual do PL e a presidência da ALESP. Entretanto, o voto oposicionista no interior cresceu durante a própria ditadura e o resultado da capital mudou substancialmente entre 2018 e 2022. Portanto, a hipótese de que o interior apoia Bolsonaro por ter vivido uma ditadura “mais branda” permanece sem comprovação causal.


Este texto distingue cinco relações: **parentesco, filiação partidária, atuação institucional, votação eleitoral e transferência financeira declarada**. Uma relação não prova automaticamente as outras. [O painel Eleições da LCF](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/) serve à consulta financeira; as fontes históricas permanecem discriminadas ao final.


[1966–1978](#serie)[2018–2022](#capital)[Famílias e partidos](#familias)[Nove municípios](#municipios)[Quem financia](#financiadores)[Poder atual](#poder-atual)[Genealogias](#trajetorias-poder-sp)[Fluxos de dinheiro](#fluxos-financeiros-sp)[Teste de projetos ALESP](#teste-legislativo)[Método](#metodo)[Fontes](#fontes)


Gráfico 1 · Série histórica


## Como Arena e MDB disputaram votos na capital e no interior (1966–1978)


A cientista política Maria Teresa M. Kerbauy analisou o realinhamento partidário paulista após o golpe de 1964. A tabela histórica utilizada abaixo descreve o percentual de votos para deputado estadual em relação ao conjunto do eleitorado votante, incluindo brancos e nulos. Não são percentuais de votos válidos equivalentes às eleições presidenciais recentes.


**Gráfico — Série 1966 a 1978: votos Arena e MDB no interior e capital paulista. Em 1974 o MDB supera a Arena em ambas as áreas.**


Arena interiorMDB interiorArena capitalMDB capital


*Votação estadual em % — reprodução da série publicada por Kerbauy (1993)*

| Ano | Arena interior | MDB interior | Arena capital | MDB capital |
| --- | --- | --- | --- | --- |
| 1966 | 42,4% | 29,2% | 29,7% | 36,3% |
| 1970 | 55,5% | 16,4% | 47,2% | 18,6% |
| 1974 | 33,6% | 45,8% | 19,6% | 57,4% |
| 1978 | 30,4% | 45,7% | 18,4% | 60,2% |


**O que muda em 1974:** o MDB passa a superar a Arena tanto no interior (45,8% contra 33,6%) quanto na capital (57,4% contra 19,6%). A capital já mostrava maior participação oposicionista, mas o interior também se afastou da Arena. Isso enfraquece a hipótese de continuidade eleitoral ininterrupta do partido governista até o bolsonarismo.


Fonte primária de análise: [Kerbauy, O tradicionalismo em declínio, Perspectivas/Unesp, 1993](https://periodicos.fclar.unesp.br/perspectivas/article/download/779/640/2114). A composição partidária histórica não permite inferir preferências individuais atuais.


Gráfico 2 · Geografia eleitoral


## O voto em Bolsonaro não foi estável nem na cidade de São Paulo


**60,38%**Bolsonaro na capital paulista · 2º turno 2018


**46,5%**Bolsonaro na capital paulista · 2º turno 2022


**58,44%**Bolsonaro fora da capital · SP 2022, inclui metrópole e litoral


**Gráfico — Barras de Bolsonaro: capital 2018 60,38%, capital 2022 46,5%, restante de São Paulo 2022 58,44%.**


Em 2018, Bolsonaro obteve maioria dos votos válidos na capital; em 2022, ficou abaixo de 50%. No Estado inteiro, recebeu 55,24% no segundo turno de 2022; excluindo os votos da capital, a participação foi de cerca de 58,44% no conjunto dos demais municípios. **“Demais municípios” não significa somente interior:** inclui Grande São Paulo e litoral.


Voto presidencial não mede automaticamente aprovação de 1964, das Forças Armadas ou da repressão política. Municípios possuem perfis sociais, econômicos e religiosos heterogêneos; cada eleitor tem razões distintas para sua escolha.


Bases de cálculo e comparação: [TSE · estatísticas eleitorais](https://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-eleitorais) e [painel eleitoral LCF](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/). Os valores de 2018 e 2022 são da investigação histórica previamente consolidada pela LCF.


Genealogia documental


## Quais famílias políticas atravessaram 1964–2026 e onde estão hoje?


O recorte reúne cadeias para as quais há registros biográficos ou institucionais. **Não se trata de um censo de todos os ex-deputados da Arena.** “Continuidade” significa permanência de parentes ou atores em espaços de poder, não identidade ideológica permanente.


### Costa / Costa Neto Arena → PL


Waldemar Costa Filho, pai de Valdemar Costa Neto, esteve associado à Arena e foi prefeito de Mogi das Cruzes durante a ditadura. Seu filho construiu carreira própria, passando pelo PDS e tornando-se dirigente nacional do PL. Jair Bolsonaro ingressou no PL em 2021.


O elo com a ALESP aparece em **André do Prado**: na sessão solene de 27/02/2026, ele reconheceu a influência de Valdemar no início de sua vida pública. Esse é um vínculo pessoal-partidário documentado; não equivale à existência de um controle familiar sobre todas as cadeiras.


[ALESP · registro integral da sessão de 27/02/2026](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/5b661634-57c7-4a68-a8b9-59d6404a5b34.htm)


### Chedid Arena → ALESP → prefeitura


**Nabi Abi Chedid** foi eleito deputado estadual pela Arena em 1966 e 1970, conforme biografia institucional da ALESP. Seu sobrinho **Edmir Chedid** exerceu mandatos estaduais até 2024 e assumiu a Prefeitura de Bragança Paulista em 2025. O poder familiar migrou de esfera, mas a linhagem não implica vínculo automático de cada mandato com o bolsonarismo.


[ALESP · biografia de Nabi Abi Chedid](https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=295413)


### Izar Arena → Câmara Federal


**Ricardo Nagib Izar** transitou pela Arena e partidos posteriores. Seu filho **Ricardo Izar Júnior** teve trajetória parlamentar federal. O registro demonstra sucessão familiar em outra esfera de representação, não manutenção comprovada de cadeira da família na ALESP em 2026.


[Câmara dos Deputados · acervo biográfico](https://www.camara.leg.br/)


### Macris MDB → PSDB


**Vanderlei Macris** foi parlamentar da oposição pelo MDB durante a ditadura. Seu filho **Cauê Macris** presidiu a ALESP entre 2017 e 2021. A continuidade política dessa família não deriva da Arena: começou no campo oposicionista. A sucessão familiar direta na Assembleia se interrompeu posteriormente.


[ALESP · histórico parlamentar](https://www.al.sp.gov.br/)


### O próprio percurso partidário de Bolsonaro


Bolsonaro exerceu mandatos federais pelo PDC, PPR, PPB e PP, entre outras filiações. O PPR foi formado pela fusão de PDS e PDC; essa trajetória o conecta a uma linhagem organizacional derivada do campo governista do regime, mas não prova continuidade jurídica integral nem convergência de todos os integrantes desses partidos.


[Câmara dos Deputados · biografia e mandatos de Jair Bolsonaro](https://www.camara.leg.br/deputados/74847/biografia). A [composição dos 94 eleitos da ALESP em 2026](/dossies/alesp-2026-94-deputados-eleitos/) deve ser examinada individualmente.


Gráfico 3 · Teste empírico exploratório


## Nove municípios: oposição à Arena em 1978 versus Bolsonaro em 2022


Cruzamos a razão MDB/Arena para **deputado federal em 1978** em nove cidades incluídas no estudo de Kerbauy com o percentual de votos válidos de Bolsonaro para **presidente em 2022**. A seleção vem da tabela original; não é uma amostra probabilística e compara cargos distintos.


**Gráfico — Diagrama de dispersão de nove cidades; eixo horizontal razão MDB sobre Arena em 1978; vertical percentual de Bolsonaro no segundo turno de 2022. Relação linear observada aproximadamente zero.**


**9**municípios analisados; não representam 645


**−0,039**Correlação Pearson (linear)


**0,167**Correlação Spearman (postos)


*Razão de votos MDB/Arena em 1978 (deputado federal) × Bolsonaro no 2º turno presidencial de 2022*

| Município | MDB/Arena · 1978 | Bolsonaro · 2022 |
| --- | --- | --- |
| Americana | 4,29 | 67,26% |
| Araçatuba | 1,63 | 69,25% |
| Araraquara | 1,45 | 49,50% |
| Franca | 1,39 | 63,88% |
| Limeira | 1,67 | 73,45% |
| Marília | 1,79 | 69,43% |
| Presidente Prudente | 1,51 | 68,00% |
| Rio Claro | 1,32 | 67,63% |
| São Carlos | 2,62 | 51,98% |


Uma cidade com elevado voto no MDB em 1978 pode ter registrado apoio expressivo a Bolsonaro em 2022. O resultado desta amostra é próximo de correlação linear nula; isso **não demonstra ausência de toda influência histórica**, mas enfraquece a ideia de uma transmissão simples e uniforme do eleitorado Arena → bolsonarismo.


Fontes: [tabela histórica da Unesp](https://periodicos.fclar.unesp.br/perspectivas/article/download/779/640/2114) e apuração municipal de 2022 reproduzida no estudo LCF; consulte também os resultados de [Americana](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/americana), [Limeira](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/limeira) e [São Carlos](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/sao-carlos).


Gráfico 4 · Financiamento atual


## Quem financia as campanhas em São Paulo em 2026?


O [Financiando o Brasil](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/) registra **R$ 817.835.736,45** em receitas declaradas para **2.410 candidaturas com receita** no recorte de São Paulo, com corte em **27/09/2026**. O valor agrega governador, deputados federais e estaduais; não representa doações empresariais, arrecadação de uma única pessoa nem números finais do TSE.


Para exemplificar o cruzamento nominal, a base de trabalho de doadores oficiais a governador em 2026 registra, entre as cinco maiores entradas da campanha de **Tarcísio de Freitas (Republicanos)**, os seguintes nomes e valores no recorte:


**Gráfico — Cinco maiores entradas de recursos identificadas no recorte de Tarcísio em 2026: direções Republicanos 11,625 e 4,209 milhões, PRD 1,5 milhão, Celso Penço Filho 600 mil e Hélio Seibel 575 mil.**


*Campanha Tarcísio de Freitas, SP, 2026 — cinco maiores entradas do arquivo de trabalho da LCF; valores declarados, sujeitos a retificação*

| Fonte declarada | Classificação | Valor no recorte |
| --- | --- | --- |
| Republicanos — direção nacional | repasses partidários | R$ 11.625.000,00 |
| Republicanos — direção estadual SP | repasses partidários | R$ 4.209.000,00 |
| PRD — direção nacional | repasses partidários | R$ 1.500.000,00 |
| Celso Ferreira Penço Filho | pessoa física | R$ 600.000,00 |
| Hélio Seibel | pessoa física | R$ 575.000,00 |


O valor total de receitas atribuído a essa candidatura no arquivo processado é **R$ 30.501.925,39**. A tabela acima contém **somente as cinco maiores entradas**, não toda a arrecadação. As direções partidárias são entes partidários, não empresas comerciais. Celso Ferreira Penço Filho e Hélio Seibel são doadores pessoas físicas identificados na base; os registros não comprovam que suas empresas, caso existam vínculos societários, tenham feito doações corporativas.


Conferência adicional: [candidatura Tarcísio e ranking declarado](https://www.conexaopolitica.com.br/eleicoes/2026/quem-sao-os-candidatos/governador/sp/250002541303/) e [TSE — prestação de contas 2026](https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026-content/prestacao-de-contas). Os nomes/valores podem diferir de snapshots posteriores.


### E a conexão PL–ALESP? O exemplo de André do Prado


Na candidatura de André do Prado ao Senado em 2026, fonte complementar que não integra o mesmo recorte de governador/deputados do painel mostra cerca de **R$ 6,95 milhões de repasses da direção nacional do PL**, **R$ 50 mil de recursos próprios** e **R$ 47 mil de doações de pessoas físicas** na prestação parcial consultada. Entre os doadores individuais aparecem Carlos Eduardo Gomes Callado Moraes e Ivan Perez Civolani. Esses registros demonstram uma relação contábil campanha–partido/doadores, não compra de decisões parlamentares.


[André do Prado — receitas e doadores declarados, fonte com base no TSE](https://hubpolitico.com.br/perfil/andredoprado/financeiro/campanha). Consulte [o ranking de financiadores](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/?aba=financiadores) e [compare campanhas](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/?aba=comparativo) diretamente no painel.


### Os três erros mais comuns


**1.** Doação de pessoa física não equivale a doação da empresa de que essa pessoa é sócia. **2.** Repasse público ou partidário não é patrocínio privado. **3.** Pagamento a fornecedor de campanha é despesa, e não financiamento recebido. Atribuições de influência ou contrapartida exigem prova adicional independente.


[Pesquisar os financiadores atuais no Eleições →](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/)


Verificação e limites


## O que os documentos provam — e o que permanece hipótese?


| Proposição | Resultado da checagem | Limite |
| --- | --- | --- |
| Antigas famílias políticas seguem ativas | Comprovado para algumas linhagens nominais | Não permite generalizar a todos os atuais deputados |
| Rede Costa Neto–PL–presidência da ALESP | Relação histórica, política e institucional documentada | Não é prova de controle das 94 cadeiras nem de financiamento familiar comum |
| Interior fiel à Arena até Bolsonaro | Contrariado pela votação MDB no interior em 1974 e 1978 | Não exclui continuidades regionais pontuais |
| Ditadura menos repressiva no interior explica o voto de 2022 | Não demonstrado | Falta medida municipal de repressão e análise causal controlada |
| Campanhas 2026 receberam repasses e doações individuais | Há valores e nomes declarados, com datas | Prestação parcial pode ser retificada; não há contrapartida presumida |


A pesquisa histórica indica que a extinção dos partidos e a reorganização administrativa alteraram o poder municipal e permitiram acomodação de elites antigas e emergência de novas lideranças. Kerbauy aponta também a ascensão do MDB nos municípios a partir de 1972 e mudanças sociais ligadas à urbanização. Essas mudanças fornecem uma explicação mais complexa do que a hipótese de que o eleitorado do interior teria mantido apoio contínuo ao regime militar.


Para avançar de **plausibilidade histórica** para teste causal, é necessário mapear os 645 municípios com resultados por pleito, indicadores sociais, atividades econômicas, religião em bases agregadas, composição partidária municipal e vínculos pessoais verificados por documentos. Correlações ecológicas não autorizam atribuir motivação a cidadãos individualmente.


**Próximo cruzamento de dados:** ator histórico → partido e cargo (com período) → parentesco documentado → candidatura atual → doador ou direção partidária → lançamento contábil (ano, valor, origem) → fonte oficial. Cada ligação deve guardar documento, data e nível de confirmação. [O site Eleições](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/) permite iniciar pelo financiamento e pela candidatura; nenhum vínculo genealógico deve ser inferido apenas pelo sobrenome.


Investigação ampliada · ALESP · São Paulo · atualização 18/10/2026


## Quem controla a articulação política da ALESP hoje — e de onde veio esse poder?


A genealogia da Arena é apenas uma das respostas. Na ALESP, o exercício de influência passa pela **presidência da Mesa**, **liderança do governo**, **lideranças de bancadas**, **comissões**, **votações** e **direção dos partidos que destinam dinheiro eleitoral**. Esses mecanismos são distintos; nenhum dirigente controla individualmente todos eles.


**94**cadeiras da ALESP na legislatura 2023–2027


**27**deputados eleitos pelo PL em 2026, para a legislatura seguinte


**1964–2026**período da pesquisa genealógica e institucional


**Distinção de tempo:** os ocupantes das lideranças abaixo correspondem à Assembleia em **outubro de 2026**. O resultado eleitoral de 2026 define a composição para **2027**, não substitui os deputados automaticamente no dia da eleição. [Consulte a composição eleita](/dossies/alesp-2026-94-deputados-eleitos/).


### Grafo 5 — os dirigentes partidários, a Assembleia e o governo paulista


**Gráfico — Grafo de articulação político-institucional em São Paulo: líderes nacionais do PL, PSD, Republicanos, União, PP e MDB em relação com lideranças da ALESP, governo paulista e bancadas; os vínculos são institucionais, não transferências pessoais de dinheiro.**


Fontes de cargos na data de corte: [ALESP — Lideranças](https://sts.al.sp.gov.br/deputado/liderancas/); [sessão solene de 27/02/2026, presidida por André do Prado](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/5b661634-57c7-4a68-a8b9-59d6404a5b34.htm); [composição de comissões em 2026](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/ato.do.presidente/2026/ato.do.presidente-54-30.04.2026.html). Vínculos no diagrama são de natureza *formal/institucional*, não um grafo de doações pessoais.


*Os canais de articulação documentáveis em São Paulo, e o tipo de evidência adequado para cada um*

| Dirigente ou autoridade | Organização | Canal observável na ALESP | O que NÃO se pode concluir |
| --- | --- | --- | --- |
| André do Prado | PL · Mesa da ALESP | Presidência e condução dos trabalhos; ligação política declarada com Valdemar Costa Neto | Que decide isoladamente todas as votações |
| Valdemar Costa Neto | PL · direção partidária | Articula o partido e sua relação com André; coordenação eleitoral dos diretórios | Que os repasses do PL sejam pagamentos feitos por ele como pessoa física |
| Gilberto Kassab | PSD · direção partidária | Reorganização de quadros paulistas; na ALESP, bancada liderada por Rogério Nogueira | Que todos os integrantes sigam a mesma orientação de voto |
| Marcos Pereira | Republicanos · direção partidária | Legenda do governador e de Gilmaci Santos, líder do governo na ALESP | Que toda doação partidária implique contrapartida |
| Ciro Nogueira / Antônio Rueda | PP / União Brasil · direção partidária | Coordenação partidária da federação; liderança da bancada na ALESP | Que os cargos e os recursos sejam administrados por uma única pessoa |
| Baleia Rossi | MDB · direção partidária | Bancada estadual liderada por Itamar Borges; articulações com municípios paulistas | Que a participação na base estadual equivalha a bolsonarismo |
| Gilmaci Santos | Republicanos · líder do governo | Negociação de apoio ao Executivo dentro da Assembleia | Que a liderança seja titular de contas eleitorais de outros candidatos |
| Alex Madureira | PL · líder da bancada | Articulação interna do PL, comissões e votações | Que a liderança sozinha explique a distribuição das verbas partidárias |


A concentração real de influência precisa ser medida por **votações nominais e autoria/relatoria de projetos**, além dos cargos formais. O grafo mostra a rede institucional, mas não é prova de uma cadeia secreta de comando.


Genealogia do poder · 4 linhas distintas


## 1964–2026: quem entrou pela Arena, quem veio do MDB e quem surgiu depois?


O diagrama separa três situações que não devem ser confundidas: **famílias com origem na Arena**, **famílias que começaram no MDB oposicionista** e **novas linhagens com trajetória policial/militar pós-redemocratização**. Um elo genealógico pode sobreviver ao desaparecimento da antiga sigla, enquanto o comportamento eleitoral dos municípios muda.


**Gráfico — Três linhas paralelas e documentadas: Costa e Costa Neto da Arena e Mogi ao PL e ALESP; Chedid da Arena e ALESP à prefeitura de Bragança; Macris do MDB à presidência da ALESP pelo PSDB. Abaixo, linhagem recente Coronel e Capitão Telhada, sem ligação genealógica provada com a Arena.**


Filiações relacionadas à Arena/PDSLinhas do MDBLinhagens políticas posteriores


### Mogi das Cruzes · Costa Neto


Waldemar Costa Filho exerceu mandatos de prefeito e seu filho Valdemar entrou no ambiente da Arena/PDS. O filho tornou-se dirigente do PL, partido ao qual Bolsonaro aderiu. André do Prado registrou, na ALESP, que Valdemar iniciou sua trajetória pública como vereador em Guararema (1992). A cadeia é **pai → filho → articulação partidária**, não uma relação de parentesco com André.


[Folha, trajetória partidária](https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/07/farol-do-centrao-valdemar-foi-de-fhc-a-lula-do-mensalao-a-lava-jato.shtml) · [ata oficial ALESP 2026](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/5b661634-57c7-4a68-a8b9-59d6404a5b34.htm).


### Bragança Paulista · Chedid


Nabi Abi Chedid ocupou a ALESP pela Arena e pelo PDS. Seu sobrinho Edmir Chedid permaneceu por décadas na política estadual e assumiu a Prefeitura de Bragança Paulista em janeiro de 2025. É a trajetória **Arena → partido sucessor → representação estadual → prefeitura**. Isso mostra continuidade familiar, sem provar que tenha controlado a Assembleia inteira.


[ALESP, biografia de Nabi](https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=295413) · [Prefeitura de Bragança, posse de Edmir](https://www.braganca.sp.gov.br/noticias/edmir-chedid-assume-como-prefeito-de-braganca-paulista-em-cerimonia-na-camara-municipal-e-anuncia-20-decretos-no-primeiro-dia-de-governo).


### Americana · Macris


Vanderlei Macris veio do **MDB de oposição ao regime**. Seu filho Cauê Macris presidiu a ALESP (2017–2021). A persistência da família demonstra que a profissionalização e sucessão política de longa duração não derivam exclusivamente da Arena. A perda posterior de representação própria não deve ser confundida com transferência comprovada de poder a outra família.


[Arquivo legislativo da ALESP](https://www.al.sp.gov.br/) · [bancadas eleitas em 2026](/dossies/alesp-2026-94-deputados-eleitos/).


### Capital paulista · Telhada


Coronel Telhada, ex-policial militar e ex-deputado estadual, é pai do deputado Capitão Telhada. Essa genealogia é **recente e ligada à carreira policial**, não uma descendência comprovada de lideranças parlamentares da ditadura. Ambos receberam recursos partidários em campanhas de São Paulo em 2026.


[ALESP — pai e filho em sessão oficial](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/91906eb2-05e8-49a5-943b-99be15a7976d.htm) · [contas do filho](https://hubpolitico.com.br/perfil/capitaotelhada/financeiro/campanha).


**Interpretação temporal:** a Arena só foi formada após o início do regime de 1964; e PL, PSD, Republicanos e União/PP não são todos sucessores jurídicos diretos da Arena. A transmissão pode ser *familiar, de pessoal político, de bases eleitorais ou de alianças*. Cada uma precisa de prova independente.


Financiamento comprovável · recorte paulista


## Por onde o dinheiro eleitoral realmente passou entre diretórios e políticos ligados à ALESP?


O TSE determina que critérios de destinação do FEFC sejam deliberados pela direção executiva nacional dos partidos e publicados. Isso cria uma **estrutura institucional de escolha e transferência**. Os valores abaixo são transferências **dos CNPJs dos diretórios nacionais às candidaturas**, não doações feitas com patrimônio pessoal de Valdemar, Kassab, Ciro ou qualquer outro dirigente.


**Gráfico — Fluxo financeiro registrado: PL nacional para André do Prado, Gil Diniz, Danilo Balas e Tenente Coimbra; PP nacional para Coronel Telhada e Capitão Telhada. São transferências de diretório para candidaturas, não pagamentos pessoais dos líderes.**


**R$ 11,25 mi**PL nacional → quatro campanhas vinculadas à ALESP


**R$ 2,7 mi**PP nacional → duas campanhas Telhada


**R$ 13,95 mi**Soma desta seleção ilustrativa; não é o total paulista nem corresponde ao gasto da ALESP


### Gráfico 6 — valores individuais do repasse partidário em 2026


**Gráfico — Gráfico de barras dos repasses de diretórios nacionais em 2026 para seis campanhas ligadas à ALESP de São Paulo. PL: André do Prado 6,95 milhões, Gil Diniz 2,4 milhões, Danilo Balas 950 mil, Tenente Coimbra 950 mil. PP: Coronel Telhada 2,2 milhões, Capitão Telhada 500 mil.**


*Seis campanhas no estado de São Paulo, recortes parciais de 2026. O cargo disputado pode ser federal ou estadual; todos os vínculos com a ALESP são identificados.*

| Político e cargo disputado | Repassador declarado | Valor identificado | Snapshot | Fonte |
| --- | --- | --- | --- | --- |
| André do PradoSenado SP · presidente ALESP | Direção Nacional — PL | R$ 6.950.000,00 | 25/09/2026 | Conferir |
| Gil DinizFederal SP · deputado ALESP 2026 | Direção Nacional — PL | R$ 2.400.000,00 | 01/10/2026 | Conferir |
| Danilo BalasEstadual SP · deputado ALESP | Direção Nacional — PL | R$ 950.000,00 | 03/10/2026 | Conferir |
| Tenente CoimbraEstadual SP · deputado ALESP | Direção Nacional — PL | R$ 950.000,00 | 03/10/2026 | Conferir |
| Coronel TelhadaFederal SP · ex-deputado ALESP | Direção Nacional — PP | R$ 2.200.000,00 | 09/10/2026 | Conferir |
| Capitão TelhadaEstadual SP · deputado ALESP | Direção Nacional — PP | R$ 500.000,00 | 13/09/2026 | Conferir |


Método: valores da linha “Direção Nacional — partido” de cada ficha baseada nas receitas do TSE, nos snapshots indicados. Datas diferem e podem ser atualizadas; confira em [critérios oficiais FEFC/TSE](https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026-content/prestacao-de-contas/fundo-especial-de-financiamento-de-campanha-fefc) e no [painel Eleições da LCF](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/?aba=financiadores).


### Fluxo 7 — orçamento e emendas estaduais NÃO são caixa de campanha


Os recursos de orçamento paulista precisam ser analisados em camada própria. O documento oficial de emendas de 2025 lista indicações de André do Prado para a Prefeitura de Cunha e para estruturas da Polícia Militar em municípios de São Paulo. **Essas indicações são emendas orçamentárias, não doações eleitorais; não equivalem automaticamente a recursos pagos.**


**Gráfico — Fluxo de emendas de André do Prado em 2025: R$ 1 milhão para prefeitura de Cunha, R$ 200 mil para Comando de Policiamento do Interior, R$ 150 mil para batalhão da Polícia Militar em Mogi das Cruzes. São indicações orçamentárias do Estado, não despesas eleitorais ou prova de execução.**


| Emenda de André do Prado em 2025 | Beneficiário/objeto | Valor indicado | Natureza |
| --- | --- | --- | --- |
| 2025.010.71292 | Prefeitura de Cunha — motoniveladora e retroescavadeira | R$ 1.000.000 | Orçamentária |
| 2025.010.71294 | PM-SP — Comando de Policiamento do Interior CPI-1, melhorias | R$ 200.000 | Orçamentária |
| 2025.010.71296 | PM-SP — equipamentos para batalhão de Mogi das Cruzes | R$ 150.000 | Orçamentária |


Fonte oficial [ALESP — Anexo II-A por beneficiário, 2025](https://www.al.sp.gov.br/spl/2025/04/Acessorio/1000605310_1000747843_Acessorio.pdf). O mesmo documento lista emenda de Beth Sahão para viatura de Polícia Ambiental em Catanduva, evidenciando que destinações à PM podem ocorrer com parlamentares de diferentes orientações partidárias. Para concluir sobre execução devem-se consultar empenho, liquidação, pagamento e beneficiário final.


**Atenção à palavra “militares”:** agentes da Polícia Militar estadual, oficiais das Forças Armadas e apoiadores políticos do regime de 1964 são categorias históricas e jurídicas diferentes. A candidatura de policial ou militar não prova vínculo orgânico com grupos da ditadura nem financiamento oculto. O uso de fundos partidários pode ser plenamente legal.


### O que se pode cruzar no Financiando o Brasil


### Doação privada → diretório → candidatura


Somente é possível vincular cada pessoa física à candidatura final se o próprio lançamento contábil e sua origem permitirem rastrear a sequência. Ser doador do mesmo partido **não basta** para atribuir ao doador o financiamento de determinado candidato.


[Pesquisar doadores no painel →](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/?aba=financiadores)


### ALESP → emenda → município/entidade


Esta cadeia exige identificação da emenda, órgão estadual, destinatário, CNPJ, objeto e fase da execução. A presença de uma emenda não equivale a irregularidade nem a favor político comprovado.


[Consultar emendas originais →](https://www.al.sp.gov.br/spl/2025/04/Acessorio/1000605310_1000747843_Acessorio.pdf)


### Parlamento → governo → resultado


Cruzar deputado, data da votação nominal, proposição, liderança e posição pública. Correlação entre um repasse e o voto não comprova contrapartida sem evidência documental adicional.


[Consultar atividade legislativa →](https://www.al.sp.gov.br/atividade-legislativa/)


### Família histórica → mandato → partido atual


Registros de filiação, parentesco, datas de mandatos e municípios. Não presumir alianças nem descendência pela coincidência de sobrenomes. O cruzamento só fica completo com as quatro camadas simultaneamente verificadas.


[Comparar campanhas atuais →](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/?aba=comparativo)


O resultado mais concreto para a ALESP é a existência de uma **rede formal de direção partidária e governo** sobreposta a **continuidade seletiva de famílias antigas** e a **novas lideranças de origem policial ou militar**. O trajeto dos pagamentos mostrados acima é público e específico. A hipótese de uma organização clandestina financiando “os militares” **não está demonstrada** por esses dados.


Teste de tramitação documental · Novo · 18 out. 2026


## Quem consegue aprovar ou barrar pautas na ALESP? Nove projetos rastreados até 2026


Esta extensão da pesquisa de 1964–2026 testa efeitos institucionais concretos em **cannabis medicinal, tributação e proteção de templos, fiscalização de comunidades terapêuticas e transparência de recursos públicos**. O recorte não representa uma amostra estatística dos projetos da ALESP, não permite generalizar frequências de veto e não demonstra causalidade histórica direta entre a Arena e uma decisão atual.


**Constatação principal:** a Assembleia aprovou projetos defendidos tanto por opositores quanto por parlamentares conservadores; o Executivo exerceu o veto em ambos os conjuntos. Em duas propostas de transparência de entidades beneficiárias de recursos públicos, o plenário não deliberou após aprovação nas comissões. O mecanismo de influência que ficou documentalmente mais visível é **veto executivo e gestão da pauta**, e não uma continuidade comprovada de comando militar.


### Gráfico 10 — Nove projetos, quatro desfechos distintos


**Gráfico — Resultado documental de nove projetos: uma lei sancionada, cinco vetos totais, dois sem decisão final no plenário e um sem desfecho posterior verificado.**


*Classificação por etapa documentada, não por orientação política. “Sem desfecho conferido” significa insuficiência de confirmação neste levantamento, não rejeição nem arquivamento.*


### Gráfico 11 — Em que etapa uma proposta pode parar?


**Gráfico — Dois caminhos reais do processo legislativo: cannabis medicinal do PL 1180 sancionado com veto parcial; Furp, fiscalização de comunidades terapêuticas e tributação de templos aprovados e vetados; projetos de transparência aprovados em comissão mas sem deliberação de plenário.**


*Fluxos simplificados dos processos identificados. O veto fica sujeito ao reexame pela ALESP, e a existência na Ordem do Dia não significa apreciação efetiva.*


### Tabela 8 — Quem apresentou, quem modificou, quem conseguiu aprovar e onde parou


| Projeto e tema | Autor(es) | Etapas e atos verificados | Resultado no recorte |
| --- | --- | --- | --- |
| PL 1180/2019Canabidiol no SUS | Caio França e 7 coautores | Aprovado pela ALESP em 21/12/2022; sanção com veto parcial em 31/01/2023 | Lei 17.618/2023 |
| PL 954/2023Produção medicinal pela Furp | Valdomiro Lopes e Caio França | Parecer de comissão favorável por unanimidade, 17/12/2024; aprovado pela ALESP; veto total em 29/01/2025. | Veto total; reexame listado em set. 2026 |
| PL 563/2023Plantio medicinal em universidades | Caio França | Mauro Bragato relatou favoravelmente com substitutivo. Houve pedidos de vista de Delegado Olim, Rafael Saraiva, Altair Moraes e Jorge do Carmo em reuniões distintas; urgência aprovada em 2024. | Desfecho posterior não validado neste teste |
| PL 1473/2023Disque-denúncia de comunidades terapêuticas | Eduardo Suplicy | Aprovado em 05/03/2024; veto total de Tarcísio em 10/04/2024; reexame ainda listado em set. 2026. | Veto total documentado |
| PL 1198/2015ICMS em contas de templos | Gilmaci Santos | Aprovado pela ALESP em dez. 2020; veto total em 13/01/2021, governo João Doria; reexame listado em set. 2026. | Veto total documentado |
| PL 207/2024Multas por invasão de igrejas e ultraje a cultos | Gil Diniz e Paulo Mansur | Relatora Beth Sahão favorável; urgência requerida por Carlos Cezar; aprovação em 27/06/2024; veto total em 06/08/2024. | Veto total documentado |
| PL 673/2015Prestação de contas de Organizações Sociais | João Paulo Rillo | Aprovado pela ALESP; veto total na gestão Geraldo Alckmin, em 2016; reexame de veto ainda listado em set. 2026. | Veto total documentado |
| PL 307/2008Prestação de contas de ONGs com dinheiro público | Fernando Capez | Parecer favorável com emendas de Antonio Salim Curiati (2008), Marcos Zerbini (2009) e Edson Giriboni (2009). | Pronto para Ordem do Dia desde 28/10/2009 |
| PL 947/2011Portal público de convênios e repasses | Fernando Capez | Pareceres favoráveis em três comissões: André Soares, Mauro Bragato e Maria Lúcia Amary; apto ao plenário desde 2012. | Pronto para Ordem do Dia desde 15/09/2012 |


### Atos individuais que efetivamente aparecem nos documentos


### Cannabis medicinal: oposição expressa, mas lei aprovada


Na [48ª Sessão Extraordinária de 21/12/2022](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/20230112-154719-ID_SESSAO=15230.htm), a presidência declarou aprovado o PL 1180/2019. Registraram voto contrário: **Gilmaci Santos, Carlos Cezar, Janaína Paschoal, Damaris Moura, Valeria Bolsonaro, Paulo Corrêa Jr., Reinaldo Alguz, Carla Morando, Tenente Nascimento, Alex de Madureira, Douglas Garcia, Rodrigo Moraes e Gil Diniz**. São declarações de voto contrárias, não prova de participação em organização militar ou religiosa. Em 31/01/2023, a Lei 17.618/2023 foi sancionada com veto parcial.


Já o PL 954/2023 recebeu parecer de **Enio Tatto** favorável, aprovado por unanimidade na reunião conjunta de 17/12/2024, e foi aprovado pelo plenário; o [Executivo vetou a proposta integralmente em janeiro de 2025](https://www.al.sp.gov.br/spl/2025/02/Acessorio/1000597078_1000739865_Acessorio.pdf). Não se identificou veto parlamentar nominal nesse caso.


### Plantio medicinal: substitutivos e pedidos de vista


No PL 563/2023, **Mauro Bragato** apresentou voto favorável em forma de substitutivo. Atas da CCJR registram pedidos de vista por **Altair Moraes, Dr. Jorge do Carmo, Delegado Olim e Rafael Saraiva** em diferentes reuniões. A ALESP aprovou urgência em 2024. **Vista regimental não é prova de bloqueio intencional**, e a etapa final não foi confirmada nas fontes consultadas.


[ALESP, urgências de projetos em 2024](https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=471803) · [Ata de comissão](https://www.al.sp.gov.br/geral/comissoes/ata.jsp?comissao=12444&idAta=1000002090&legislatura=20&textoBusca=null).


### Templos: o Executivo também vetou projetos de parlamentares conservadores


O PL 1198/2015, apresentado por **Gilmaci Santos**, visava impedir repasse de ICMS em determinadas contas de serviços relacionadas a templos, escolas e entidades assistenciais. Aprovado em dezembro de 2020, recebeu [veto total do governo João Doria em 13/01/2021](https://bibliotecajuridica.des.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/Vetos_2021-2.ed_.-corrigida.pdf). O Executivo alegou diferença jurídica entre contribuinte de direito e quem suporta o custo econômico do imposto.


O [PL 207/2024](https://www.al.sp.gov.br/propositura?id=1000547098), proposto por **Gil Diniz** com coautoria de **Paulo Mansur**, recebeu parecer favorável de **Beth Sahão**, pedido de urgência de **Carlos Cezar**, aprovação em 27/06/2024 e veto total do governo Tarcísio em 06/08/2024. Não é correto supor que a bancada de governo obtém sanção automática de pautas religiosas.


### Transparência: pareceres favoráveis não asseguraram votação final


O [PL 307/2008](https://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=795989), de **Fernando Capez**, exige divulgação de contas de ONGs recebedoras de recursos públicos. Teve parecer favorável com emenda de **Antonio Salim Curiati** em 2008, seguido de pareceres favoráveis de **Marcos Zerbini** e **Edson Giriboni** em 2009; desde 28/10/2009 registra “Pronto para Ordem do Dia”.


O [PL 947/2011](https://www.al.sp.gov.br/propositura/?ano=2011&id=1038902&tipo=1), também de Capez, busca publicar pela internet convênios, repasses e prestações de contas de entidades sem fins lucrativos e municípios. Teve pareceres favoráveis de **André Soares, Mauro Bragato e Maria Lúcia Amary** em 2011–2012. Registra “Pronto para Ordem do Dia” desde 2012.


É possível comprovar **anos sem conclusão no plenário**. Não se encontrou ato que permita imputar a determinado deputado ou dirigente a responsabilidade individual pela não inclusão ou votação. Essas propostas não dizem respeito exclusivamente a igrejas.


### Um caso diretamente ligado à fiscalização de entidades de acolhimento


O **PL 1473/2023, de Eduardo Suplicy**, buscava instituir um canal de denúncias de abusos em comunidades terapêuticas, incluindo obrigações de informação e possíveis sanções administrativas. A ALESP o aprovou em março de 2024; [Tarcísio de Freitas vetou integralmente em 10/04/2024](https://www.bibliotecajuridica.sp.gov.br/wp-content/uploads/sites/5/2025/02/Vetos_2024.pdf), invocando, entre outros fundamentos, o funcionamento do Disque 100. Suplicy pediu publicamente a inclusão da derrubada do veto na pauta. A Ordem do Dia de 30/09/2026 ainda relacionava o reexame do veto. Comunidades terapêuticas não são sinônimo de templos; a atribuição de vínculos religiosos ou transferências financeiras depende do cadastro e dos convênios de cada entidade.


O **PL 673/2015, de João Paulo Rillo**, obrigava o Executivo a prestar contas das Organizações Sociais à ALESP. Foi aprovado pela Casa e [vetado integralmente em 2016](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/bibliotecaDigital/21989_arquivo.pdf), com justificativa de que o controle existente já seria suficiente. O veto continuava listado na pauta de setembro de 2026. Organizações Sociais podem ter naturezas e áreas de atuação distintas, e não são automaticamente organizações religiosas.


### Como isso altera a hipótese histórica sobre os “caciques” e a ALESP?


**Comprovável:** presidentes da ALESP e lideranças administram parte da agenda; parlamentares deixam votos, pareceres e pedidos de vista verificáveis; governadores de diferentes partidos vetaram propostas, tanto de fiscalização quanto de benefícios religiosos; duas propostas de transparência ficaram anos sem deliberação final. Esses instrumentos ajudam a descrever como o poder institucional é exercido.


**Não demonstrado:** que descendentes da Arena, dirigentes do PL/PSD/Republicanos ou líderes religiosos tenham determinado os vetos específicos aqui analisados; que exista uma cadeia financeira entre doadores de campanha e esses atos; ou que a estagnação dos PLs 307/2008 e 947/2011 tenha sido resultado de obstrução deliberada de um único grupo.


A versão juridicamente testável da hipótese é: *quem controla agenda, exerce veto ou organiza maiorias, em quais projetos, e quais vínculos institucionais e financeiros específicos podem ser demonstrados por documentos?* Para isso, [as doações eleitorais do painel Eleições](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/) devem ser cruzadas com transferências e decisões uma a uma, sem atribuir causalidade apenas por coincidência temporal.


**Fontes principais deste teste:** [ata oficial PL 1180/2019 (votos declarados)](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/20230112-154719-ID_SESSAO=15230.htm); [Lei 17.618/2023](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2023/original-lei-17618-31.01.2023.html); [veto PL 954/2023](https://www.al.sp.gov.br/spl/2025/02/Acessorio/1000597078_1000739865_Acessorio.pdf); [veto PL 1473/2023](https://www.bibliotecajuridica.sp.gov.br/wp-content/uploads/sites/5/2025/02/Vetos_2024.pdf); [veto PL 1198/2015](https://bibliotecajuridica.des.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/Vetos_2021-2.ed_.-corrigida.pdf); [ficha PL 207/2024](https://www.al.sp.gov.br/propositura?id=1000547098); [veto PL 673/2015](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/bibliotecaDigital/21989_arquivo.pdf); [ficha PL 307/2008](https://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=795989); [ficha PL 947/2011](https://www.al.sp.gov.br/propositura/?ano=2011&id=1038902&tipo=1); [Ordem do Dia de 30/09/2026](https://www.al.sp.gov.br/legis/docs/2026/9/29/310000006649.html); [Constituição Federal, arts. 145 e 150](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm).


Síntese documental


## Conclusão: reorganização de elites, novos movimentos e continuidade seletiva


É possível seguir algumas cadeias até hoje — por exemplo, Arena em Mogi das Cruzes → Valdemar Costa Neto → PL → articulação com André do Prado e aliança partidária com Bolsonaro. Outras linhagens, como a Chedid, conservaram mandatos familiares ao mudar da ALESP para prefeituras; já Macris remete à oposição do MDB. **Essa genealogia não implica que todos compartilhem as mesmas ideias nem que os vínculos tenham permanecido inalterados por 62 anos.**


Em paralelo, o crescimento do MDB no interior durante a ditadura e a mudança do voto da capital entre 2018 e 2022 mostram que a geografia eleitoral não é estática. A investigação comprova **permanência de algumas redes**, mas não comprova que antigas famílias da Arena sejam causa predominante da distribuição atual de votos. A pergunta financeira pode agora ser feita caso a caso com prestação de contas e fontes rastreáveis, sem inferir ilegalidade.


[Ver doadores e repasses no Financiando o Brasil](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/) · [Receitas declaradas em São Paulo](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/financiamento-eleitoral-sao-paulo-2026.html) · [Guia sobre financiadores e tipos de recurso](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/quem-financia-eleicoes-2026.html).


Bibliografia e dados primários


## Fontes consultadas e links para verificação


- Kerbauy, Maria Teresa M. (1993). *O tradicionalismo em declínio: mudanças político-institucionais e tendências eleitorais após 1964 no interior paulista*. [Unesp, artigo e tabelas originais](https://periodicos.fclar.unesp.br/perspectivas/article/download/779/640/2114).


- Assembleia Legislativa de São Paulo. [Biografia de Nabi Abi Chedid](https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=295413), com mandatos pela Arena.


- Assembleia Legislativa de São Paulo. [Registro da sessão solene de 27 de fevereiro de 2026](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/5b661634-57c7-4a68-a8b9-59d6404a5b34.htm), com André do Prado e Valdemar Costa Neto.


- Câmara dos Deputados. [Biografia parlamentar de Jair Bolsonaro](https://www.camara.leg.br/deputados/74847/biografia), trajetória de partidos e mandatos.


- Tribunal Superior Eleitoral. [Estatísticas eleitorais](https://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-eleitorais) e [prestação de contas de 2026](https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026-content/prestacao-de-contas).


- LCF Consulting, [Financiando o Brasil — Eleições 2026](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/), [recorte de receitas SP](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/financiamento-eleitoral-sao-paulo-2026.html), [metodologia editorial de doadores](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/quem-financia-eleicoes-2026.html).


- Conexão Política, [prestação declarada de Tarcísio de Freitas, 2026](https://www.conexaopolitica.com.br/eleicoes/2026/quem-sao-os-candidatos/governador/sp/250002541303/).


- Hub Político, [prestação parcial de André do Prado, Senado 2026](https://hubpolitico.com.br/perfil/andredoprado/financeiro/campanha).


- Hub Político, resultados municipais 2022: [Americana](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/americana), [Araçatuba](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/aracatuba), [Araraquara](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/araraquara), [Franca](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/franca), [Limeira](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/limeira), [Marília](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/marilia), [Presidente Prudente](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/presidente-prudente), [Rio Claro](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/rio-claro), [São Carlos](https://hubpolitico.com.br/eleicoes/2022/apuracao/sp/sao-carlos).


- Assembleia Legislativa de São Paulo, [lideranças partidárias e do Governo em outubro de 2026](https://sts.al.sp.gov.br/deputado/liderancas/); [sessão de 27/02/2026 em homenagem a Valdemar Costa Neto](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/5b661634-57c7-4a68-a8b9-59d6404a5b34.htm).


- ALESP, [emendas orçamentárias 2025: autor, beneficiário, objeto, CNPJ e valor](https://www.al.sp.gov.br/spl/2025/04/Acessorio/1000605310_1000747843_Acessorio.pdf).


- TSE, [FEFC 2026 e critérios deliberados pelas direções partidárias](https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026-content/prestacao-de-contas/fundo-especial-de-financiamento-de-campanha-fefc).


- Prestações parciais de seis campanhas paulistas, [André do Prado](https://hubpolitico.com.br/perfil/andredoprado/financeiro/campanha), [Gil Diniz](https://hubpolitico.com.br/perfil/gildiniz/financeiro/campanha), [Danilo Balas](https://hubpolitico.com.br/perfil/danilobalas/financeiro/campanha), [Tenente Coimbra](https://hubpolitico.com.br/perfil/tenentecoimbra/financeiro/campanha), [Coronel Telhada](https://hubpolitico.com.br/perfil/coroneltelhada/financeiro/campanha) e [Capitão Telhada](https://hubpolitico.com.br/perfil/capitaotelhada/financeiro/campanha). Datas e valores constam da tabela do artigo.


- Prefeitura de Bragança Paulista, [posse de Edmir Chedid em 2025](https://www.braganca.sp.gov.br/noticias/edmir-chedid-assume-como-prefeito-de-braganca-paulista-em-cerimonia-na-camara-municipal-e-anuncia-20-decretos-no-primeiro-dia-de-governo); ALESP, [histórico de Nabi Abi Chedid](https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=295413).


- ALESP, [registro de parentesco e carreira da família Telhada](https://www.al.sp.gov.br/repositorio/ementario/anexos/91906eb2-05e8-49a5-943b-99be15a7976d.htm); [histórico político de Valdemar Costa Neto desde Arena e PDS](https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/07/farol-do-centrao-valdemar-foi-de-fhc-a-lula-do-mensalao-a-lava-jato.shtml).


Nota editorial: valores financeiros e situações eleitorais têm datas próprias; os números de 2026 representam fotografias temporais e podem ser retificados. Apuração histórica independente, sem vínculo institucional com a Justiça Eleitoral, sem endosso de candidaturas e sem alegações de irregularidade por mera doação declarada.


**LCF Consulting** · Inteligência institucional, regulatória e dados eleitorais


[Eleições 2026: financiadores, candidaturas e fontes](https://eleicoes.lcfconsulting.com.br/) · [Página inicial](/) · [Composição ALESP](/dossies/alesp-2026-94-deputados-eleitos/)


Pesquisa publicada em 18/10/2026. Reutilize os dados citando fonte, escopo e data de corte.
